Bruna Tavares fala sobre empreendedorismo em beleza e o sonho de expandir a marca fora do Brasil | conversas de beleza

Quinhentos mil é o número de itens rotulados com o nome de Bruna Tavares que saem mensalmente dos pontos de venda e e-commerces nacionais direto para as casas dos aficionados por cuidados com a pele e maquiagem. São bases, rímel para cílios, batons e outros produtos multifuncionais, como os mais vendidos BT Plush e BT Velvet (que dobram como primer, sombra, delineador e blush), totalizando mais de 35 tipos de produtos e a maior cartela de cores. entre as bases nacionais, com 30 tons e variações de subtons. A empresa não divulga números, mas pode-se dizer sem medo que sua receita anual está na faixa de nove dígitos.

Bruna Tavares — Foto: Marcos Matos | Arte: Drawingzila

Nos bastidores, com laboratório próprio e parte da produção nas fábricas da Farmaervas, está Bruna, jornalista-influenciadora-empresária, que está envolvida em todos os processos, desde a formulação até o treinamento de vendedores. Ele testa tudo até estar “110% pronto” para os consumidores. “Tem produtos que eu peço para jogar no chão e ver se vai quebrar. Também envio amostras para todos os cantos do Brasil para analisar a entrega e ver se chega tudo certinho”, conta. A rigidez também é um mantra quando se pensa em lançamentos. “Eu escuto o que minha comunidade quer e não consigo encontrar no mercado.” Apesar dos três milhões de seguidores no Instagram, o paulista foge do modelo de influenciadores digitais que orientam suas próprias marcas pela imagem e semelhança. Bruna foca na efficiency do produto, o verdadeiro protagonista do negócio. “Sou a CEO, sou a criadora, mas quero que a empresa também exista sem mim”, diz ela.

“Nunca quis que o negócio dependesse de mim para sobreviver”

Pure de Campinas, inside de São Paulo, teve seu primeiro contato com conteúdo digital em meados de 2008, na faculdade de jornalismo. Os projetos das aulas viraram ideia de weblog, que brand tomou forma a partir de um format desenvolvido em casa a partir de tutoriais pagos na web. Seu Pausa para Feminices foi contemporâneo dos primeiros títulos virtuais de moda e beleza da ~blogosfera, como Modices, de Carla Lemos, e Dia de Beauté, de Vic Ceridono. realizações profissionais relacionadas com a formação unique. Da criação ao entendimento como uma plataforma lucrativa por si só, levou anos. E a ficha só caiu quando um patrão, na época, deu o incentivo para Bruna se demitir e apostar em si mesma. Ela acertou. O caminho que ela percorreu para se tornar uma das maiores empreendedoras de beleza do Brasil e os projetos para o futuro você pode ler abaixo.

Como foi sua entrada no mercado da beleza?
Lancei meu primeiro batom depois de dois anos de weblog, em 2011, em um projeto da Tracta com blogueiras. Quis sair com algo que ainda não tinha no Brasil e levei as referências fotográficas do meu celular para o laboratório. Foi um momento muito authorized, porque a resposta da equipe me surpreendeu e todos queriam experimentar. Quando lançamos, pedi para eles enviarem para blogueiras e imprensa do país, e para reverter minha comissão em mais batons. Funcionou tão bem que ele se tornou o mais vendido da linha. O weblog saltou de 4.000 para 40.000 visitas por dia.

E então veio a linha completa de maquiagem. Aliás, você foi o primeiro blogueiro do Brasil a assinar um, certo?
Sim! Achei uma ideia authorized, mas tive que entrar no laboratório para virar a chave para: “Okay, eu quero fazer isso”. Após o sucesso do batom, a Tracta quis investir em uma linha completa com Pausa para Feminices. Quando vi, minha linha correspondia a 80% do portfólio de parcerias da marca, e apenas com vendas on-line.

Você se sentiu desafiado ao entrar no varejo offline?
Já havia a demanda dos consumidores e minha vontade. Em 2015, reuni meus investidores e a Farmaervas para dizer que ter essa marca period o que eu queria para minha vida. A ideia inicial period entrar na linha Pausa para Feminices, mas eles não quiseram mexer com um time campeão e sugeriram uma nova marca. Foi quando Bruna Tavares surgiu. Inicialmente, eu nem queria que tivesse meu nome. Não achei que fizesse muito sentido. Eu sou discretoVocê sabe?

BT Velvet é um ícone da marca — Foto: Thiago Justo

Por que você não quis o seu nome?
Eu não queria que eles incorporassem a marca em mim. Quero ser uma Laura Mercier, uma Estée Lauder. Alguém que ninguém conhece absolutamente tudo, mas que é referência em termos de produto. Eu nunca quis que o negócio dependesse de mim para sobreviver. É por isso que colocamos a BT na frente de tudo. Quero me tornar sinônimo de um produto como o cotonete, a navalha… quero que digam “o BT”.

Corta para: BT Velvet estava entre os favoritos de Tati Westbrook, uma das maiores influenciadoras de beleza do mundo.
Quase caí para trás. Enviamos o produto para a Tati sem esperar nada e eu não acreditei quando ela mencionou. O mesmo aconteceu com Anitta na Attract. A internacionalização espontânea é um sonho.

E a própria internacionalização? Você está vindo?
Em breve! Estamos em contato com algumas lojas que querem vender BT Velvet, mas não quero entrar nos EUA com apenas um produto. Quero desenvolver uma linha completa, apresentar a Brazilian Magnificence. Desde embalagens especiais até produtos destinados à exportação.

O BT Velvet também é o seu favorito?
Não há como negar que é. Ele alcançou lugares inimagináveis. Ele é o grande responsável pela expansão da marca. Adoro quando chamam qualquer sombra líquida de “BT Velvet da Marca X”.

A produção continuará no Brasil?
Certamente! Somos uma das poucas marcas com laboratório próprio de desenvolvimento no Brasil e tenho muito orgulho disso. É uma forma de fazer a indústria do país crescer, inovar e se desenvolver.

A Yours é uma das marcas de beleza mais inovadoras do Brasil. Pelo que você é inspirado?
Quando criamos a Bruna Tavares, diziam que eu não podia mais agir como um “cientista maluco” e precisava ser mais conservador em termos de estratégias. Eu sabia disso, mas senti que tinha que trabalhar de duas maneiras: pensando em vender, claro, mas também em encontrar espaço no mercado. Foi então que decidi focar em batons líquidos, até então difíceis de encontrar no país. Fui atrás de referências internacionais, trabalhei em tons e subtons… deu certo. Em um ano de marca, entendi que poderia fazer qualquer coisa e funcionaria.

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