Mergulhadores encontram peixe-leão em praia do Ceará; animal venenoso ameaça outras espécies | Ceará

Dois peixes-leão foram encontrados por um grupo de mergulhadores no Praia da Caponga, em Cascavel, na região metropolitana de Fortaleza, neste sábado (30). Os animais foram vistos pela primeira vez no município no Canal do Uruaú, a 30 metros de profundidade.

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Segundo o professor Marcelo Soares, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC), mais de 100 exemplares encontrados da espécie no litoral do estado desde março deste ano. A presença do peixe-leão preocupa os especialistas porque é uma espécie venenosa que ameaça outros animais marinhos.

Entre os municípios que já registraram a presença de exemplares do animal estão Acaraú, Beberibe, Cruz, Fortim, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, São Gonçalo do Amarante, entre outros. Os animais foram encontrados no mar desde a superfície mais rasa até uma profundidade de 35 metros.

Os peixes-leão são venenosos e podem até prejudicar a saúde de pescadores e turistas. — Foto: Reprodução

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As fêmeas do animal marinho — que não tem predadores naturais na costa brasileira — botam 2 milhões de ovos por ano. Especialistas preveem que, até o ultimate de 2022, o peixe-leão possa ser encontrado em todo o Ceará, com possibilidade de se espalhar para o restante do Brasil em três anos, o que predispõe a adoção de medidas para conter o avanço da espécie. no país.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) comunicou, em nota, que o aparecimento de duas espécies desses animais, Pterois volitans e Milhas Pteroisjá foi registrada na foz dos rios Amazonas, Pará e Amapá, tendo percorrido o litoral nordestino e chegado ao arquipélago de Fernando de Noronha e Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com a pasta, o peixe-leão é um espécies invasoras de recife no Oceano Atlântico. Venenoso, o animal é capaz de causar danos e impactos à biodiversidade e à saúde, principalmente às pessoas que tentam manipulá-lo sem orientação e treinamento.

Ainda de acordo com o MMA, é provável que o animal tenha chegado naturalmente por correntes marítimas do Caribe, embora não tenha sido descartada a possibilidade de que o surgimento da espécie tenha sido causado por aquaristas amadores.

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Dado o surgimento em outros estados, o peixe-leão está entre as prioridades da pasta desde seu surgimento no litoral brasileiro. O ministério disse estar desenvolvendo um plano nacional de prevenção, controle e monitoramento aplicado ao peixe-leão, em conjunto com outras instituições, “incluindo o desenvolvimento de protocolos aplicáveis ​​para alerta native, detecção e atividades de resposta rápida que garantam ações eficazes e impeçam o avanço do processo de invasão”.

Paralelamente, o MMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promoveram uma “ampla campanha de informação” para conter uma nova invasão até a implementação de novos esforços de controle da espécie.

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