Nega dribla adversidades dentro e fora de campo – Região

A talentosa jogadora Priscila Araújo, de 31 anos, foi convocada pela segunda vez pela seleção brasileira feminina de 7. A jogadora do Canoense joga pelo 12 Horas Feminino desde que o time foi fundado no início de 2016. Ainda assim, precisa de um segundo emprego para se manter.

Seu sustento vem do salário que ganha como analista de sistemas. A paixão pelo esporte começou aos 7 anos, depois se tornou um interest. Hoje é uma aposta para o futuro. “Na época (quando ele começou a jogar) havia muito menos espaço para as meninas. Então, jogar profissionalmente period algo distante”, ressalta.

Do salão ao 7

Conhecida como Nega entre amigos e companheiros, o apelido surgiu espontaneamente pelos colegas, quando ainda jogava futsal pelo time universitário Ulbra/Canoas. “Até 2016, 95% do que eu jogava period futsal”, diz ela.

rotina difícil

Conciliar treino e trabalho cria uma rotina frenética. Durante a semana, o horário de trabalho é das 7h às 22h. Pense 100% no esporte, apenas nos finais de semana. De segunda a quinta-feira, Nega treina depois do trabalho à noite. “Nos dias e horários que consigo treinar, não tem meninas, acabei jogando com os homens. Isso me ajuda com velocidade, para ficar em forma. Mas fisicamente eles são mais fortes, os exercícios ficam mais intensos”, destaca.








fera no esporte
Foto: Marília Ortaça/Divulgação



Jogando pelo time 12 Horas Nega foi campeão da Copa Governador (RS). E ela foi a estrela da competição. “Minha realização é pessoal, infelizmente, o retorno financeiro ainda não é vantajoso, principalmente para as mulheres”, enfatiza.

O 12 Horas conta com o apoio de algumas empresas locais, mas ainda não possui patrocinadores. “O abono que recebemos dos torcedores é para pagar as inscrições das competições, comprar os uniformes, ajudar no transporte das viagens”, revela.

É possível observar a diferença salarial entre homens e mulheres nos mais diversos esportes, sendo que no futebol a discrepância é mais evidente. Historicamente, as equipes femininas tiveram menos visibilidade, oportunidades e apoio financeiro. Nos últimos anos, o cenário do futebol feminino vem ganhando cada vez mais espaço, mas longe do very best, na visão do atleta. A luta feminina por mais probabilities no esporte é constante. “É muito importante que estejamos cada vez mais aptos a mostrar o nosso futebol”, afirma o atleta. “Talvez, como jogadora, não veja melhores condições para as mulheres, mas certamente o caminho para as gerações futuras está mais aberto do que nunca”, conclui.

Em busca do ouro na Copa América de Futebol 7

Priscila disputará a seleção feminina de futebol de 7 da Copa América no próximo mês, na Argentina. Instances como o México e o anfitrião são considerados adversários fortes. “A expectativa é trazer o ouro para casa. Nossa equipe está muito focada”, garante. Priscila revela que pensou em desistir no ano passado, mas foi a própria seleção que a fez mudar de ideia. “Ser convocado para a seleção é sempre uma motivação additional.” Pelo bem do esporte, ela continua.



Talento nas quadras




Talento nas quadras
Foto: Gabriel Julio/Divulgação



mulheres inspiradoras

Priscila joga na posição de ala, com a camisa seis da equipe das 12 Horas. Por seleção, ele não tem número fixo. “Não tenho um motivo especial, mas uso o seis há muitos anos, então acabou sendo meu”, explica ela. Devido à rotação na seleção, os números são dados aleatoriamente.
As jogadoras Thais Mello, Marina Höher e Jessica Getúlio são as maiores influências de Priscila. “Todos eles me representam no esporte e no futebol também, jogam na mesma posição que eu. Quanto mais mulheres no esporte, melhor para a cultura do país, conclui.

Visibilidade e planos futuros no esporte

O jogador não pensa em sair do ambiente futebolístico. No entanto, ela está atenta e projetando o futuro. “Penso em jogar por mais quatro anos. Então provavelmente continuarei atuando nos bastidores.” Priscila pensa em continuar a gerir equipas ou mesmo tornar-se treinadora de 7-a-side. “É algo pelo qual sou apaixonado, não é fácil desconectar completamente.
Quero ver muitas jovens realizando seus sonhos no futebol em geral”, diz. Canais como o Sportv têm transmitido os jogos da modalidade, além do próprio canal da liga Futebol 7, mas isso não é suficiente para o jogador. “Sempre precisamos de mais espaço. Hoje tem muitas meninas por aí que jogam mais do que muitos homens”, finaliza.

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