Nordeste conversa com China para trocar animal por máquina na lavoura

Enquanto os grandes produtores agrícolas se modernizam, com máquinas cada vez mais complexas, a pequena agricultura no Brasil ainda é praticamente handbook, com a ajuda de animais. No país, apenas 12% da agricultura acquainted é mecanizada, sendo a maioria na região Sul, com 44%, segundo o Censo Agropecuário de 2017. Nos estados do Nordeste, esse percentual é bem menor, de 1,3%.

Na tentativa de contornar essa questão, técnicos da região iniciaram negociações, durante a primeira Feira da Agricultura Acquainted, em Natal (RN), para assinar um memorando de entendimento com a embaixada chinesa.

A intenção é criar uma cooperação entre universidades, empresas e governos para adaptar os maquinários chineses voltados para a agricultura acquainted às condições brasileiras e, posteriormente, adquirir esses equipamentos, por meio de políticas públicas estaduais voltadas para essa área.

A falta de maquinário para a pequena agricultura dificulta a produção e até colabora com o êxodo de jovens do campo, diz o subsecretário do Consórcio Nordeste, Diego Pessoa Gomes.

“Esse processo de mecanização tem a perspectiva de melhorar a qualidade de vida das pessoas do campo, diminuindo o êxodo rural de jovens que, hoje, muitas vezes não querem ficar porque é um trabalho muito pesado”, diz Gomes. Segundo ele, com algumas máquinas é possível fazer 15 dias de trabalho em apenas uma.

presidente da Emater do Ceará (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), Antonio Amorim

Imagem: Divulgação

Para o presidente da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) do Ceará, Antonio Amorim, as pequenas propriedades do Nordeste e do Brasil ainda estão muito atrasadas quando o assunto é maquinário.

“Há uma dificuldade imensa de acesso às máquinas para os pequenos agricultores no Brasil. Se pegarmos o Sul do Brasil aqui, há peças lá que já estão em museus e que nem conhecemos aqui”, diz.

Amorim diz que há máquinas em desenvolvimento na China que podem, por exemplo, substituir animais no campo, como um modelo de motocultivador. “Posso arar, plantar, colher, limpar e posso transportar. Isso para o pequeno agricultor é como os animais do passado e muito mais rápido”, disse.

Zareff - Divulgação - Divulgação

Pesquisador da Associação Internacional de Cooperação Common (AICP), Luiz Zareff

Imagem: Divulgação

O pesquisador de IPCA (Associação Internacional de Cooperação Common) Luiz Zareff conta que a associação vem trabalhando há cinco meses em um catálogo de máquinas adaptadas à realidade brasileira.

“Estamos bastante convencidos de que uma estratégia de mecanização da agricultura acquainted dará condições para aumentar ainda mais as condições de produção de alimentos saudáveis ​​e também reduzirá a penosidade do trabalho”, disse Zareff.

*A repórter viajou a convite do Consórcio Nordeste

Leave a Comment

A note to our visitors

This website has updated its privacy policy in compliance with changes to European Union data protection law, for all members globally. We’ve also updated our Privacy Policy to give you more information about your rights and responsibilities with respect to your privacy and personal information. Please read this to review the updates about which cookies we use and what information we collect on our site. By continuing to use this site, you are agreeing to our updated privacy policy.