‘O autocontrole já existe no setor de proteína animal; estamos expandindo para bebidas, hortaliças e insumos’

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa), José Guilherme Leal, disse em entrevista ao Rural Notícias, do Canal Rural, que é preciso deixar claro que o sistema de autocontrole de agentes privados, aprovado nesta quinta-feira (23) pelo Senado Federaljá existe na prática no setor de proteína animal.

“[O sistema de autocontrole já está sendo aplicado] no processamento de eu no, leite, peixe, ovos, Por algum tempo. O que estamos fazendo [com o texto do projeto de lei] é expandir isso para outras áreas regulamentadas, como bebidas, qualidade vegetal e também insumos, fertilizantes, corretivos e defensivos”, enumera.

Leal reforça que autocontrole não é o mesmo que automonitoramento. “A fiscalização fica sob a responsabilidade do poder estatal”.

nas indústrias de produção de carne, por exemplo, hoje o veterinário destacado pelo Mapa faz a avaliação do animal antes do abate, para verificar se está doente e verificar se há alguma situação que torne o produto impróprio para consumo.

“Mas controle de limpeza, controles biológicos, avaliação de temperatura, por exemplo, já são executado pelo programa de autocontrole da empresa, que é monitorado pela auditoria do ministério”, diz.

Melhorias no processo de autocontrole

Com a nova legislação, diz Leal, as empresas terão mais liberdade para aprimorar o processo, buscando maior rendimento. “Manter a saúde e segurança do produto para a população”.

Segundo o secretário do Mapa, com as novas regras, que ainda dependem da sanção do presidente Jair Bolsonaro, as empresas terão que melhorar seus próprios sistemas de controle de qualidade. “E compartilhar dados de suas análises e controles laboratoriais com o ministério”, diz.

A partir daí, o Mapa fará uma classificação de risco empresas, o que, segundo Leal, permitirá auditorias mais eficientes. “Vamos focar nas empresas que apresentam maior [de risco]e empresas que estão demonstrando bom controle, com pouco ou nenhum problema, podem receber auditorias mais longas.

Regras para o mercado interno

Leal também afirma que a crítica de que o autocontrole será aplicado apenas aos produtos destinados ao mercado interno não é válida.

“Nosso compromisso é muito maior com o mercado interno do que com as exportações. E temos um foco: se garantirmos bem [a aplicação do sistema] para o mercado interno, isso abre as portas para as exportações”, ressalta.

Leave a Comment

A note to our visitors

This website has updated its privacy policy in compliance with changes to European Union data protection law, for all members globally. We’ve also updated our Privacy Policy to give you more information about your rights and responsibilities with respect to your privacy and personal information. Please read this to review the updates about which cookies we use and what information we collect on our site. By continuing to use this site, you are agreeing to our updated privacy policy.