Reposição hormonal, desempenho esportivo e doping – 21/06/2022

Diminuição do desempenho esportivo, alteração de humor, ganho de peso, baixa libido e dificuldade em ganhar massa muscular. Esses são apenas alguns exemplos dos diversos impactos causados ​​pela desregulação hormonal na qualidade de vida do indivíduo, que tem levado homens e mulheres aos consultórios em busca da melhor solução.

Para alguns médicos, principalmente aqueles que atuam na área de saúde no esporte, os implantes hormonais podem ser uma excelente alternativa para repor hormônios que não são mais produzidos naturalmente pelo organismo. Atualmente, no Brasil, seis tipos de implantes estão disponíveis no mercado: progesteronas (gestrinona, nestorona e/ou elcometrina, nomegestrol e levonorgestrel), além dos bioidênticos estradiol e testosterona.

Embora seja um dos defensores da reposição, o urologista Fabiano Nascimento, membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), alerta para a busca pelo uso indiscriminado e, às vezes, equivocado de implantes.

“Não é porque tenho baixo rendimento esportivo ou quero potencializar os resultados dos meus treinos que vou suplementar os hormônios. A reposição é coisa séria e deve ser muito bem avaliada até a indicação”, destaca.

Segundo o especialista, devido ao declínio hormonal, é muito comum homens acima de 40 anos apresentarem queixas como queda no desempenho esportivo e sexual, falta de concentração, distúrbio do sono e ganho de peso. Por outro lado, as mulheres, mesmo jovens e com boa saúde, devido aos muitos vazamentos menstruais e cólicas intensas, chegam a ficar até 1/3 do mês sem poder realizar treinos e praticar esportes.

“Dentro desse cenário, quando devidamente indicada, a reposição hormonal em homens e mulheres pode e deve ser realizada, desde que se apresente como a forma mais segura e funcional. como cólica, enxaqueca, desânimo, o implante vai promover um ganho na realização de atividades físicas. Sem falar na comodidade, pois só pode ser feito a cada seis meses. O que vale também para os homens, que não precisam de injeções semanais e/ ou aplique gel todos os dias”, explica o médico.

Ainda segundo o urologista, as mulheres representam 30% das consultas urológicas. As queixas vão desde alterações como infecção urinária de repetição, disfunção sexual, dor na relação sexual, incontinência urinária, baixa libido, secura vaginal e dificuldade em emagrecer.

“As mulheres podem ter esses sintomas mais cedo, já no climatério, período que antecede a menopausa, às vezes aos 30/35 anos. que leva a todos esses e outros sintomas até a menopausa, quando a mulher tem as famosas ondas de calor”, completa Fabiano Nascimento.

A reposição hormonal não é cosmética

Outro alerta do médico, que também é membro das sociedades americana e europeia de Urologia e atua na área de urologia reconstrutiva, modulação hormonal e disfunção sexual, no Rio de Janeiro, é sobre os chamados “Magnificence Chips “. Segundo Fabiano, a procura por implantes por parte das mulheres vem aumentando justamente por causa de seus “efeitos” indiretos, como perda de gordura, aumento da massa magra, redução da celulite e melhora do humor. Porém, a estética não pode ser o motivo da reposição, pois todo hormônio tem um efeito colateral.

“É bom ressaltar que não estamos falando de beleza. Estamos falando de mulheres que têm dificuldade de controlar seus ciclos menstruais, e vão usar medicamentos que vão ajudar a controlar o ciclo e fazer com que ela treine mais ou faça com que ela tenha uma recomposição Vale lembrar que toda medicação tem efeitos colaterais. O que vai minimizar esses possíveis efeitos é a dose certa, na hora certa para a patologia indicada, ou seja, isso tem que ser muito bem controlado pelo seu médico”, ressalta.

Reposição hormonal x atleta competitivo e doping
Para o Comitê Olímpico Internacional, o uso de qualquer substância destinada a otimizar o desempenho de um atleta em competição é considerado doping. De acordo com o artigo 4.2.2 do Código Mundial Antidoping da Agência Mundial Antidoping (WADA), entre as substâncias e métodos proibidos em competição e fora de competição estão os esteroides anabólicos androgênicos (EAA), como testosterona e gestrinona.

“O implante hormonal é apenas uma through de administração e quanto à eficácia desta through, não há discussão, mas apesar dos inúmeros trabalhos na literatura mostrando que a through é segura e authorized no Brasil pela Anvisa, entre outros órgãos, quando em se tratando de esporte competitivo, qualquer tipo de reposição hormonal é considerada doping. Por isso é importante ressaltar que a reposição não pode ser utilizada como instrumento de desempenho físico ou por atletas comuns, muito menos por profissionais”, conclui o médico.

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