Setor de Beleza e Cosméticos é o que mais investe e usa as redes sociais como plataforma de vendas

O uso das redes sociais como canal de vendas explodiu no Brasil nos últimos dois anos, mas entre todos os setores da economia, Beleza e Cosméticos se destaca. De acordo com o Índice de Produtividade Tecnológica do Varejo (IPT), estudo elaborado pela TOTVS em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas, 81% dos varejistas deste subsegmento estão presentes com suas lojas no Instagram/Fb. O resultado vai ao encontro do fato de que os ambientes digitais, e principalmente as redes sociais, estimulam o culto à beleza e a promoção da imagem e, consequentemente, o consumo de produtos voltados para esse fim.

A pesquisa também aponta que a varejista de Beleza e Cosméticos é uma das que mais investe no uso de ferramentas de CRM, responsável por toda a gestão de vendas e relacionamento com o consumidor: metade dos entrevistados afirma adotar esse tipo de ferramenta. Esse pode ser um dos fatores que impulsionaram os bons resultados do segmento, que registrou aumento de 6,5% nas vendas no primeiro trimestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado – os dados são da Associação Brasileira de Higiene Pessoal Indústria, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

“As redes sociais, além das plataformas de relacionamento, são ferramentas de exposição e promoção da imagem. Por isso, o segmento de Beleza e Cosméticos especificamente tem a facilidade de utilizar recursos de imagem e vídeo para firmar sua marca e consequentemente gerar maior reconhecimento e fidelização do público que interage com esses canais. Sem dúvida, um ponto muito positivo para o investimento na estratégia omnichannel”, afirma Elói Assis, diretor executivo de produtos de Varejo da TOTVS.

Outro ponto que chama a atenção é o perfil de negócios do segmento. O estudo avaliou que 69% dos varejistas de Beleza e Cosméticos fazem parte de uma rede de varejo, o maior número entre os segmentos de varejo abrangidos pelo IPT. “Esse é um fator que influencia positivamente na produtividade das empresas, pois a gestão executiva tem uma visão mais analítica e estratégica, investindo mais capital em tecnologias e ferramentas que impulsionam os negócios”, destaca Elói.

No entanto, ao analisar o desempenho geral do segmento de Beleza e Cosméticos no Índice de Produtividade Tecnológica do Varejo, que avalia a internalização de sistemas integrados de gestão e outras soluções tecnológicas que aumentam o desempenho operacional, esse público apresentou desempenho abaixo da média geral do Varejo. , registrando 0,37 pontos – em uma escala de 0 a 1 – enquanto a média geral foi de 0,43.

“Esse desempenho abaixo da média pode ser explicado pelo fato de apenas aproximadamente um terço das empresas desse setor apresentarem altos níveis de digitalização de processos (28%) e automação de operações (31%). investir na atividade, mas que focam primeiro no controle das vendas, ou seja, em comprar bem e vender pelo melhor preço e com rapidez para fazer o negócio girar”, explica o executivo.

Para a construção do Índice de Produtividade Tecnológica do Varejo (IPT), foram realizadas 673 entrevistas, considerando empresas nacionais e multinacionais, com faturamento igual ou superior a R$ 2 milhões em todas as regiões do país. Entre o público, foram ouvidos varejistas de diversos segmentos, com 8% representando estabelecimentos de Beleza e Cosméticos.

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