Surto de cinomose: Cordeirópolis registra 40 casos da doença e 20 óbitos de cães; Guias de bem-estar animal sobre vacinação | Piracicaba e Região

Cordeirópolis (SP) registrou 40 casos de cinomose, doença infecciosa que acomete cães, entre janeiro e agosto deste ano, segundo levantamento da prefeitura divulgado em 11 de agosto. Cerca de 20 animais morreram com o vírus CDV. A Coordenação de Bem-Estar Animal aponta um foco de infecção na cidade e orienta a população sobre como tratar e evitar a infecção canina.

Em 2021, nenhum caso da doença foi registrado na cidade. Segundo o departamento, as possibilities de cura do animal infectado são mínimas em qualquer idade. A proporção é de apenas 25% e, por isso, é importante que os proprietários vacinem os animais.

Nos últimos dois meses, os casos aumentaram em bairros localizados na periferia da cidade. O caso mais recente de cinomose em Cordeirópolis foi registrado na primeira semana de agosto no Jardim Eldorado.

A Coordenadora de Bem-Estar Animal de Cordeirópolis, Amanda Lucke, disse ao g1 que os primeiros registros foram registrados em março deste ano.

“Em março, começou com um cachorro abandonado acolhido e adotado. Após alguns dias, ela adoeceu e foi diagnosticada com cinomose, falecendo após 40 dias de tratamento. Depois disso, dois filhotes abandonados foram encontrados em uma estrada rural com cinomose em estágio avançado da doença, sem reversão”, detalhou.

O responsável pela pasta afirmou que, entre os cães positivos com a doença atendidos nos ambulatórios, eram animais que tinham o hábito de sair à rua todos os dias; nenhum foi vacinado nem nunca foi vacinado.

Os bairros com mais ocorrências de cinomose em cães na cidade são Jardim Eldorado e Jardim Aurora, com mais de 20 casos confirmados e mais de 10 óbitos.

Também houve casos isolados no Jardim do Bosque, Assentamento XX de Novembro e Santa Rita, Jardim Cordeiro, com 6 casos. No Jardim São Luiz, uma morte confirmada.

A Coordenação de Bem-Estar Animal destacou que, em alguns casos, os animais nem foram atendidos e, em outros, os cães foram encontrados doentes abandonados na rua.

A coordenadora Amanda Lucke explica que na época de pouca chuva e calor intenso, a fácil proliferação de vírus e bactérias é recorrente, aumentando o número de casos de cinomose.

“O ciclo de incidência é o verão que se aproxima. Por isso aconselhamos que os animais sejam vacinados antes do ultimate do inverno para prevenir”, reforça.

“O animal deve ser vacinado ainda filhote e todos os anos a dose da vacina deve ser repetida. Se a pessoa tiver um animal de estimação que apresente sintomas de cinomose, deve encaminhá-lo ao veterinário. Se o diagnóstico for positivo, o profissional fará tratamento paliativo para amenizar as reações”, orienta a coordenadora.

Causada por um vírus, a cinomose é uma doença que afeta cães domésticos e selvagens e pode levar à morte. A transmissão ocorre de forma direta – pelo contato do cão com as secreções de um animal já contaminado – e indiretamente, pelo ar que transporta o vírus ou pelo contato com um native/objeto infectado.

Os principais sintomas da doença são:

  • febre com vômito e diarreia
  • tosse e dificuldade para respirar
  • conjuntivite
  • convulsões e espasmos musculares – o vírus atinge o sistema nervoso central do animal

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