um retrocesso na causa animal – Brasília de Fato

04/07/2022 – Foto: Divulgação

Comida, grandes exhibits, arquibancadas lotadas e arenas lotadas: tudo isso faz parte dos rodeios – assim como o sofrimento dos animais que são submetidos a esse espetáculo. Passada a pior fase da pandemia, os eventos com bois e cavalos voltam a ser realizados e é preciso pensar até que ponto o sofrimento é entretenimento.

É o caso de Sorocaba, que, após 13 anos de proibição, o prefeito Rodrigo Manga anunciou na última terça-feira (26) que o evento será retomado em novembro. A prática foi divulgada pela Câmara Municipal no ano passado, por meio de um polêmico projeto apresentado pelo vereador Vinícius Aith (PRTB). Vários ativistas já estão se movendo contra o rodeio, entre eles, Jussara Fernandes – presidente licenciada do Grupo de Amparo ao Melhor Amigo do Homem (Gamah).

“A decisão de realizar o rodeio foi baseada em ser algo cultural. Também period cultural, há alguns anos, uma mulher ser espancada pelo marido e ficar calada, por obediência ao cônjuge, mas isso evoluiu e hoje temos leis que penalizam esse tipo de violência. Cultura e tradição não podem ser alegações para a prática de qualquer tipo de violência. Os animais também sentem e sofrem, estão vivos e não podemos permitir que continuem a ser submetidos a isso”, sublinha.

Ao contrário da crença standard, o rodeio não é brasileiro. Foi importado dos Estados Unidos e não traz nenhum enriquecimento ou aprendizado cultural para o Brasil.

De acordo com o Licensed Humane Brazil Institute – representante na América do Sul do Humane Farm Animal Care (HFAC), existem cinco liberdades fundamentais para os animais, entre elas: estar livre de dor, lesão e desconforto, além de ter liberdade para expressar comportamentos espécies naturais. “Não é pure que bois e cavalos fiquem saltando no pasto, eles só têm esse tipo de comportamento quando submetidos a um estresse extremo”, comenta.

De acordo com ativistas dos animais, os rodeios, além de violar todas as leis que se referem a maus-tratos aos animais, envolvem diversas situações que causam um terrível estresse psicológico aos animais. Entre as situações, Jussara elenca: “treinar para que o boi e o cavalo tenham aquele comportamento agressivo durante o evento; o transporte; o animal, que tem um sistema auditivo muito mais sensível que o humano, fica exposto a ruídos de festas, como música alta, exhibits e, em muitos casos, fogos de artifício; e, toda a violência a que é submetido na calha, como o uso da correia que ‘esmaga’ os genitais do boi e do cavalo para que ele sinta dor e fique agitado, entre outros estímulos agressivos feitos antes do peão sobe nele para o ‘present’.

“Queremos que as pessoas entendam que não somos contra o evento, mas contra a exploração de bois ou cavalos. O evento pode continuar, desde que inclua apenas exhibits e outras atrações que não incluam animais. Toda vida importa e a realização de rodeios é algo inaceitável!”, percebe Jussara.

Para evitar a realização dos rodeios em Sorocaba, o ativista está organizando uma petição. A meta é chegar a 75 mil assinaturas e quem quiser contribuir, deve acessar: https://chng.it/rPghFY7Lqd.

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